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FENAE

Eleições Funcef: três candidaturas apoiadas pela Fenae disputam segundo turno
As Eleições Funcef 2026 seguem para o segundo turno. Apoiado pela Fenae, o atual diretor de Benefícios, Jair Pedro Ferreira, permanece na disputa pela reeleição após conquistar 45,36% dos votos no primeiro turno.
No Conselho Deliberativo, o candidato apoiado pela Fenae, Selim Oliveira (titular) e Ana Carolina Melo (suplente) também seguem na disputa, com 20,91% dos votos. Já no Conselho Fiscal, Jesse Krieger (titular) e João Delibaldo (suplente) avançaram para o segundo turno ao obter 36,75% da votação. A nova etapa será realizada entre os dias 6 e 9 de abril, por meio eletrônico, no site ou aplicativo da Funcef.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o segundo turno é um momento decisivo para fortalecer a participação dos trabalhadores na governança da Fundação. “Poder eleger nossos representantes nas instâncias da Funcef foi uma conquista histórica, construída com muita luta, e precisamos fortalecer esse espaço de participação. Este é o momento de os participantes reforçarem sua escolha e elegerem representantes realmente comprometidos com a defesa dos seus direitos”, afirmou.
Resultados e avanços na Funcef
Durante a gestão de Jair Pedro Ferreira na Diretoria de Benefícios, os participantes acompanharam mudanças importantes na Funcef, com impactos relevantes.
Entre os avanços, está a utilização de resultados positivos para melhorar o valor líquido dos benefícios, algo que não ocorria há mais de uma década. Também avançaram iniciativas como a incorporação do REB ao Novo Plano e as discussões sobre o contencioso, com maior reconhecimento de responsabilidades por parte da Caixa.
Outro destaque foi o ajuste da meta atuarial, que contribuiu para dar mais equilíbrio técnico aos planos.
Para Takemoto, esses resultados reforçam a importância da continuidade do trabalho.
“A gente começa a ver resultados importantes na Funcef, que têm feito diferença para os participantes. O Jair tem um papel relevante nesse processo, com um trabalho sério e próximo das pessoas. Agora é a hora de reforçar esse caminho com o voto”, ressaltou.

Imprensa nacional destaca pesquisa do Ministério da Saúde e da Fenae sobre saúde mental no Brasil
Os portais de notícias Brasil 247, DCM e Revista Fórum deram destaque à mobilização do Ministério da Saúde, que iniciou recentemente a etapa nacional de coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil), numa cruzada para compreender a situação da saúde mental da população adulta no Brasil.
As publicações fizeram um paralelo do estudo de base populacional do governo federal com o mapeamento da dimensão sobre a saúde mental dos empregados da Caixa. Foi dito, inclusive, que a atuação da Fenae dialoga com a iniciativa do Ministério da Saúde, tendo em vista que entidade representativa e governo federal fazem um esforço complementar para enfrentar problemas de saúde mental relacionadas ao trabalho.
Como as pesquisas e avaliações com os bancários têm revelado um quadro preocupante de adoecimento físico e mental, o que compromete a saúde dos trabalhadores e a função social da Caixa, a mídia nacional trouxe a posição do presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Segundo Takemoto, a medida do Ministério da Saúde é oportuna diante de um cenário em que, cada vez mais, o adoecimento mental aparece entre os principais motivos de afastamento de trabalhadores. Para ele, na maioria das vezes, “a pressão por metas, associada a fatores como o medo do descomissionamento, está adoecendo os empregados”.
Confira a matéria completa do Brasil 247, DCM e Revista Fórum.
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Para a Fenae, Crédito do Trabalhador movimenta a economia e reforça potencial de inclusão e planejamento financeiro
Em um ano de vigência, completado no último dia 21 de março, o programa Crédito do Trabalhador já movimentou mais de R$ 117 bilhões em empréstimos consignados em todo o país. Ao todo, foram firmados 20,9 milhões de contratos, beneficiando cerca de 9,5 milhões de trabalhadores, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A pedido da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) fez um levantamento com os principais destaques do programa.
Os números evidenciam a expansão da iniciativa, que tem como foco ampliar o acesso ao crédito com juros mais favoráveis, especialmente para a população de menor renda. Desse total, mais de R$ 33,2 bilhões foram destinados a trabalhadores que recebem entre um e quatro salários mínimos.
Atualmente, o programa conta com 166 instituições financeiras habilitadas. Entre os bancos com maior volume de operações estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Santander Brasil e C6 Bank.
Um dos principais avanços do Crédito do Trabalhador é a ampliação do público atendido. O consignado passou a alcançar categorias que historicamente enfrentavam maiores dificuldades de acesso ao crédito, como empregados domésticos, trabalhadores rurais e empregados de microempreendedores individuais (MEI), contribuindo para a inclusão financeira e a redução das desigualdades no mercado de crédito.
Pela primeira vez no país, trabalhadores domésticos com carteira assinada passaram a ter acesso ao consignado com juros mais favoráveis. Até o momento, mais de 30 mil profissionais, entre empregados de serviços gerais, babás, cuidadores de idosos, motoristas, cozinheiros e jardineiros, foram contemplados, somando R$ 80,3 milhões em empréstimos.
Segundo o levantamento do Dieese para a Fenae, um ponto relevante é o impacto na organização financeira das famílias. O programa possibilita a substituição de dívidas mais caras, como o crédito rotativo do cartão e o cheque especial, por linhas com taxas mais acessíveis. Enquanto essas modalidades podem chegar a 9% ao mês, o consignado apresenta taxa média de 3,6% ao mês. O desconto direto em folha reduz o risco de inadimplência e ajuda a viabilizar melhores condições. Além disso, o modelo estimula a concorrência entre instituições financeiras, ampliando as opções disponíveis e favorecendo a negociação de taxas e prazos mais vantajosos para os trabalhadores.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, “o Crédito do Trabalhador representa uma política importante de inclusão financeira e um instrumento que pode contribuir para maior equilíbrio no orçamento das famílias. Nós apoiamos a iniciativa do governo federal por entender que o acesso a crédito mais barato, quando utilizado de forma consciente, pode deixar de ser apenas uma solução emergencial e se tornar uma ferramenta de planejamento financeiro”.
Esse cenário, no entanto, também traz desafios. O aumento da oferta exige que o trabalhador esteja atento às condições propostas, comparando taxas, prazos e o impacto das parcelas na renda. O acesso ao crédito, por si só, não garante melhoria da situação financeira. O resultado depende diretamente de como o recurso é utilizado. Por isso, compreender o funcionamento dos juros, as diferenças entre modalidades de crédito e as melhores estratégias para contratação é fundamental para evitar o endividamento excessivo. Nesse contexto, a educação financeira ganha ainda mais relevância como complemento ao acesso ao crédito.
É importante ressaltar que o governo também anunciou nesta semana que estuda medidas para continuar reduzindo os juros do consignado privado. Uma das propostas é considerar abusivas taxas acima da média de um determinado patamar, o que, na prática, funcionaria como um teto para os juros cobrados. O governo também pretende regulamentar o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia para o consignado privado, o que pode ajudar a baixar os juros.
Nesse sentido, a Fenae está em fase de elaboração de um documento com orientações econômicas voltadas aos empregados da Caixa e à população em geral, abordando temas como juros, taxa Selic, empréstimos e crédito, com o objetivo de fortalecer a educação financeira e contribuir para escolhas mais seguras no uso desses recursos.
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7º Congresso da Contraf-CUT debaterá sobre mudanças no sistema financeiro
O avanço da digitalização, o crescimento das fintechs e a expansão das cooperativas de crédito vêm redesenhando o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e impactando diretamente a estrutura do emprego no setor. A análise integra o caderno de debates com dados e reflexões sobre as mudanças em curso e os desafios para a organização dos trabalhadores do ramo financeiro, elaborado para o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT, que será realizado entre os dias 27 e 29 de março, no Guarujá, em São Paulo.
Segundo o estudo, a intensificação do uso de tecnologia nas instituições financeiras tem alterado a forma de prestação de serviços e o perfil ocupacional da categoria. Hoje, cerca de 75% das transações bancárias são realizadas por smartphones, enquanto o número de agências e postos de trabalho segue em queda.
Para o economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a transformação tecnológica exige respostas coletivas.
“A digitalização trouxe ganhos significativos de produtividade e redução de custos para o sistema financeiro, mas também intensificou a reestruturação do emprego. O desafio é garantir que os benefícios dessa transformação sejam distribuídos de forma mais equilibrada, sem aprofundar a precarização das relações de trabalho.”
A economista Vivian Machado, também do Dieese, ressalta que a fragmentação do setor e o surgimento de novos modelos de negócio ampliam a complexidade da ação sindical.
“A entrada de fintechs e cooperativas, somada às mudanças regulatórias e tecnológicas, exige repensar as estratégias de organização e negociação. Sem isso, uma parcela crescente dos trabalhadores ficará fora das conquistas históricas da categoria bancária.”
Propostas para enfrentar os desafios
Diante desse cenário, dirigentes da Contraf-CUT defendem a construção de alternativas que garantam proteção ao emprego e distribuição mais justa dos ganhos gerados pela inovação tecnológica. O secretário de Assuntos Socioeconômicos da entidade, Walcir Previtale, afirma que o debate precisa avançar para além do diagnóstico. “O aumento da produtividade no sistema financeiro é inegável, assim como o crescimento dos lucros dos bancos. O que defendemos é que os trabalhadores também sejam beneficiados por esse avanço. É preciso discutir mecanismos de repartição desses ganhos, como a redução da jornada sem redução salarial e a ampliação de direitos.”
Entre as propostas defendidas pela entidade está a implementação de uma jornada semanal de quatro dias por meio de escalas alternadas, com manutenção do funcionamento das agências e serviços de segunda a sexta-feira.
“A tecnologia permite reorganizar o trabalho sem prejudicar o atendimento à população. Com planejamento, é possível reduzir o número de dias trabalhados, evitar demissões e melhorar a qualidade de vida da categoria”, acrescenta Previtale.
O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão), responsável pelo acompanhamento das pautas de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, destaca que a entidade atua para que mudanças estruturais no setor não resultem em perdas de direitos.
“Estamos dialogando com parlamentares e acompanhando a tramitação de projetos que impactam o mundo do trabalho no sistema financeiro. A tecnologia não pode ser usada como justificativa para precarizar ou reduzir postos de trabalho. Nosso objetivo é construir uma agenda legislativa que garanta proteção social, negociação coletiva forte e distribuição dos ganhos de produtividade.”
Reconfiguração do setor e desafios sindicais
O caderno mostra que, desde 2012, o setor bancário perdeu mais de 90 mil vínculos de trabalho e registrou o fechamento de milhares de agências, ao mesmo tempo em que surgiram novas ocupações ligadas à tecnologia e novas formas de contratação.
Além disso, fintechs já superam em número as instituições bancárias tradicionais, e as cooperativas de crédito ampliaram significativamente sua participação no SFN, oferecendo praticamente os mesmos produtos e serviços dos bancos.
Para Jefão, essa reorganização reforça a necessidade de ampliar o alcance da representação sindical.“O setor financeiro se tornou mais diversificado e fragmentado. Precisamos organizar todos os trabalhadores do ramo, independentemente do tipo de empresa ou vínculo, para garantir condições dignas de trabalho e participação nos resultados gerados pelo crescimento do sistema.”
Debate estratégico no Congresso da Contraf-CUT
O estudo servirá como base para as discussões do 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT, que terá como eixo central a construção de estratégias para enfrentar as transformações estruturais do sistema financeiro e fortalecer a organização sindical.
Para Vivian Machado, o momento é decisivo. “As mudanças em curso não são conjunturais, mas estruturais. A forma como sindicatos e trabalhadores responderem agora terá impacto direto na configuração futura do emprego no setor financeiro.”
Já Gustavo Cavarzan destaca que o debate sobre produtividade e tecnologia precisa ser acompanhado de políticas que promovam inclusão e justiça social. “A inovação deve ser uma ferramenta para melhorar a vida das pessoas, não para ampliar desigualdades. Esse é o grande desafio colocado para o mundo do trabalho.”
Fonte: Contraf-CUT
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