APCEF/SC

Mensagens de Natal e Ano Novo aos Associados APCEF/SC
Membros da Diretoria da APCEF/SC enviam seus votos de Natal e Ano Novo aos associados.

Caixa demite quase 4 mil empregados em um ano, período em que 1.444 agências de bancos foram fechadas
Dados são do Banco Central, levantados pela agência Bloomberg. Déficit de trabalhadores no banco público coloca em risco atendimento à população durante a pandemia

Venha fazer parte da campanha: SIM! VAI TER NATAL
A APCEF/SC está junto com a ONG Moradia e Cidadania SC para tornar melhor o Natal de muitos catarinenses

“Não tivemos tempo de pegar nossos pertences”
“Como assim eu não posso mais nem adentrar, nem para retirar meus pertences. Disseram que ninguém mais poderia circular no prédio. Eu nunca vi isso acontecer em unidade nenhuma na Caixa”, contou. L.F.

QUIZ Premiado APCEF/SC vai até dia 22 de dezembro
A cada resposta correta o participante acumula cupons para o sorteio

CAIXA ‘pesa a mão’ contra seus empregados
Reestruturação + metas adoecedoras + CR 444 000 = PDV

Catarinenses ficam em primeiro lugar em Interpretação, Desenho e Pintura e Foto na Grande Final do Talentos
Empregados da Caixa deram demonstração de empenho e dedicação à arte. Mesmo com a pandemia e as condições precárias de trabalho, mostraram todo o seu potencial artístico no concurso

APCEF/SC reduz oferta de hospedagem em razão do nível gravíssimo no mapa de risco da Covid-19
Atualizada em 25/11/2020 No dia 19/11 as restrições foram para 60% e na terça-feira (24/11) voltaram aos 30%. SC tem 13 das 16 regiões em risco gravíssimo para coronavírus Subiu para 13 o número de regiões de Santa Catariana com risco gravíssimo (vermelho) para coronavírus. A

Dia 5 de dezembro é a grande final do Talentos Fenae/Apcef 2020!
A transmissão será pelo Facebook e Youtube da Fenae a partir das 19h.

Segunda-feira 30/11 encerra o prazo para se associar e participar da nova ação coletiva
Alerte seu colega Caixa! Na próxima segunda-feira 30/11/2020 encerra o período para que empregados Caixa se associem à APCEF/SC e sejam representados na nova ação coletiva tributária do equacionamento. Ainda na primeira semana de dezembro serão enviados os nomes dos novos associados para o escritório

Confira o resultado do processo seletivo da temporada 2020/2021
Mudança no Mapa de Risco amplia taxa de hospedagem do processo seletivo

Danos serão cobrados dos responsáveis
Em razão da falta de cuidado e zelo por parte de alguns hóspedes, que causaram danos aos apartamentos dos novos prédios da Associação, a APCEF/SC consultou seus associados por meio de publicações no dia 26 de outubro. Por meio do site e das redes sociais

Associe-se à APCEF/SC e seja representado na nova ação coletiva tributária do equacionamento
No início do ano de 2018, a APCEF/SC ingressou (juntamente com a Fenae) com uma ação coletiva tributária para que as contribuições extraordinárias do equacionamento referentes aos planos de benefícios da Funcef (Reg/Replan Saldado e não Saldado) sejam retiradas da base de cálculo do Imposto

Temporada 2020/2021: Inscrições encerram dia 13/11
Acesse o Portal do Associado e faça sua inscrição para o processo seletivo de hospedagem.

Novembro é mês de combate à violência contra a mulher
Em 25 de novembro de 1960, as irmãs, Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, foram assassinadas na República Dominicana. A data foi assumida pelo movimento de mulheres de todo o mundo como Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.
FENAE

Sobrecarregados, empregados da Caixa pedem respeito
Em mais uma rodada da mesa permanente de negociação, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) apresentou um grito de socorro à direção da Caixa Econômica Federal. Entre as demandas urgentes apresentadas pela Comissão na manhã desta terça-feira (26/05), estão o fim do teto de custeio do plano de assistência médica dos empregados, o Saúde Caixa, a mudança do modelo de remuneração variável do SuperCaixa e a construção conjunta de um novo modelo de atendimento nas unidades do banco. Mais uma vez, a CEE saiu da reunião sem uma proposta concreta que venha a atender a categoria.
Na abertura da reunião, o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, destacou a necessidade da retomada das negociações do Saúde Caixa e da mudança no modelo de remuneração variável implementado pelo banco, o SuperCaixa e o BonusCaixa. Segundo ele, o programa SuperCaixa não contemplou todos os empregados, atingindo apenas trabalhadores da rede, enquanto áreas como matriz e centralizadoras permaneceram sob outro modelo de remuneração.
“As mudanças acarretaram distorções e perdas financeiras significativas para os empregados que, mesmo atingindo metas individuais, deixaram de receber premiações devido a fatores externos ao desempenho pessoal. Além de ter sido implementado de forma unilateral, o SuperCaixa vem provocando desmotivação, sensação de tratamento desigual e insegurança entre os trabalhadores da rede”, reforçou o coordenador.
Já com relação ao modelo de atendimento nas unidades do banco, os membros da Comissão apresentaram diversas críticas ao processo de digitalização adotado. Segundo eles, o banco estaria impondo uma “digitalização forçada” aos clientes e aos empregados, com metas de tempo e cobranças por atendimentos virtuais simultâneos ao presencial, o que tem gerado sobrecarga, precarização do atendimento e riscos psicossociais aos trabalhadores: “Os empregados vêm sendo pressionados a atender clientes presencialmente e, ao mesmo tempo, responder às demandas do projeto Gênesys para evitar penalizações. Falta diálogo com os empregados que atuam diretamente nas agências”.
Por sua vez, o representante da FeebSPMS, Tesifon Quevedo Neto, reforçou que, desde a apresentação do SuperCaixa, em agosto do ano passado, a Caixa não trouxe simulação comparativa entre os dois modelos adotados (Bônus Caixa e SuperCaixa). “O programa gerou descontentamento e insegurança para os colegas da rede, tratando-os de forma desigual em relação aos empregados da Matriz e das Centralizadoras. E deixou duas indagações: quais comportamentos o SuperCaixa induziu na rede? E quando as regras do programa para 2026 serão apresentadas?”, questionou Tesifon.
Já o membro da CEE e vice-presidente da Fenae, Cardoso, defendeu a adoção de um modelo que precisa garantir estrutura adequada, contratação de pessoal e melhores condições de trabalho para não prejudicar clientes nem adoecer os empregados. “A Caixa não pode fazer uma digitalização forçada. O atendimento virtual precisa existir, mas com estrutura adequada, sem adoecer os trabalhadores e sem prejudicar o cliente que foi até a agência para ser atendido”, defendeu.
Ao criticar a forma como as mudanças vêm sendo implementadas pela Caixa, Rogério Campanate disse que as propostas de negociação ocorrem apenas depois de as decisões já estarem em execução. Com isso, as entidades não têm acesso aos normativos internos da empresa, e a mesa acaba funcionando mais como espaço de apresentação do que de negociação efetiva. “Os números apresentados pela empresa não refletem integralmente a realidade da rede, devido à forte pressão por resultados sofrida por empregados e gestores, o que acaba resultando em distorções nos indicadores”, disse Campanate.
Também membro da CEE/Caixa e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiza Hansen relatou, durante a reunião, uma série de denúncias recebidas diariamente pela representação dos trabalhadores sobre as condições nas agências da Caixa. Segundo ela, empregados de diferentes regiões do país vêm demonstrando desespero diante da sobrecarga, da cobrança excessiva por metas no atendimento digital e da falta de estrutura nas unidades.
“Hoje, a rede de agências da Caixa vive uma situação desesperadora, marcada por sobrecarga, adoecimento, penalizações constantes e profundo sentimento de desvalorização. Os empregados atendem presencialmente, virtualmente, são cobrados por metas e ainda precisam lidar com a revolta dos clientes diante da demora causada pela falta de empregados e pela falta de estrutura da própria empresa”, reforçou.
Um contraste em relação à realidade vivida pelos empregados da rede foi o vídeo da Caixa Seguridade que circulou hoje nas redes sociais. “É um absurdo que, enquanto os empregados penam, a Caixa apresente uma realidade totalmente diferente da enfrentada nas agências bancárias de todo o país”, criticou Edson Heemann.
Saúde Caixa
Durante a rodada de negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho e o Saúde Caixa, Tatiana Oliveira, membro da CEE, cobrou da direção do banco avanços concretos para garantir a sustentabilidade do plano de saúde dos empregados. Ela destacou que o curto período da campanha salarial exige que temas considerados prioritários, como o fim do teto de custeio da Caixa no Saúde Caixa, sejam enfrentados imediatamente nas negociações.
“Entendemos, olhando os números do plano, que não existe alternativa viável para o financiamento da saúde dos empregados sem ampliar a responsabilidade da Caixa nesse custeio. Como o teto já foi atingido há anos, tudo o que ultrapassa esse valor recai sobre os trabalhadores. Precisamos derrubar esse teto para preservar os princípios do Saúde Caixa, evitar mais custos para os empregados e garantir o retorno da proporção 70/30 no financiamento do plano”, afirmou Tatiana Oliveira.
Por um banco realmente público
“A Caixa é mais que um banco! A segmentação de clientes e a digitalização de atendimentos não podem significar abandonar o papel social da Caixa, pois, ao dificultar o atendimento físico e o atendimento aos mais humildes, fica evidente que está deixando de ser um banco inclusivo”. Com estas palavras, Antonio Abdan reforçou o sentimento que cada um deve ter para manter a Caixa sendo o banco público da população brasileira.
Posição da Caixa
Diante das cobranças e denúncias feitas pelos representantes dos trabalhadores, a Caixa se comprometeu que não haverá ranqueamentos internos entre unidades, considerando número de mensagens enviadas aos clientes, quantidade de empregados logados e volume de atendimentos realizados.
Após questionamentos, a Caixa afirmou que não há penalização no resultado para tempo de resposta superior a cinco minutos por parte do empregado. De acordo com o banco, a penalização existe quando ocorre o transbordo para a agência digital.
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Deputado Alencar Santana defende fim da escala 6x1 e afirma: “O trabalhador está exausto física e mentalmente”
Presidente da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6x1, o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) afirma que a mudança representa um avanço necessário para a saúde física e mental da classe trabalhadora. Em entrevista à Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), na última quarta-feira (20), o parlamentar também rebate argumentos de setores empresariais contrários à proposta, fala sobre os impactos positivos da redução da jornada para as mulheres e avalia o cenário político para aprovação da matéria no Congresso Nacional.
Fenae: Deputado, quais são os principais impactos da jornada 6x1 na saúde física e mental dos trabalhadores, e por que o senhor considera necessária a revisão desse modelo?
Alencar Santana: É fácil perceber o quanto a sociedade, de certa maneira, está doente. O trabalhador está exausto física e mentalmente. Existem alguns sinais muito claros disso. Se você andar em qualquer grande centro, em qualquer grande avenida, vai perceber farmácias por todos os lados. Outra coisa que cresce nas periferias e nos grandes centros são as adegas [locais de vendas de bebidas alcóolicas]. Isso demonstra que o trabalhador está adoecido e procurando algum tipo de saída, seja por meio de medicamentos ou de outras alternativas. Se pegarmos os números de afastamentos no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] por problemas de saúde mental, em 2025, foram mais de 500 mil casos. Além disso, vemos uma sociedade em que muitas pessoas estão resolvendo pequenos conflitos com atitudes violentas, por motivos banais. Isso também reflete o quanto o trabalhador está sob forte estresse mental, com a saúde emocional comprometida. Por isso, o fim da escala 6x1, garantindo ao menos dois dias de descanso por semana, é algo muito importante para a saúde do trabalhador, para o convívio familiar e para a sociedade como um todo. Na proposta, defendemos também a redução da jornada para 40 horas semanais e sem redução salarial. Hoje o limite é de 44 horas. Portanto, estamos discutindo dois avanços importantes: garantir dois dias de descanso e reduzir a jornada de trabalho. Acredito que isso vai trazer ganhos para a saúde, para a qualidade de vida e para o bem-estar, não apenas do trabalhador, mas também da família e da sociedade.
Fenae: Deputado, setores empresariais argumentam que mudanças na escala podem aumentar os custos e afetar empregos. Como o senhor responde a essas críticas? Acha que essa redução pode afetar negativamente a economia, como muitos especialistas argumentam?
Alencar Santana: As experiências em outros países e até mesmo em empresas brasileiras que já adotaram o fim da escala 6x1 e a redução da jornada demonstram exatamente o contrário. Houve diminuição dos afastamentos, aumento da satisfação pessoal, da motivação e melhoria no ambiente de trabalho, refletindo diretamente na prestação do serviço e na produtividade. Então, os resultados observados são opostos ao argumento utilizado por alguns setores empresariais. E vamos ser sinceros, não serão quatro horas a menos de trabalho por semana ou um dia a mais de descanso que vão prejudicar a economia brasileira. Pelo contrário. O Brasil tem capacidade tecnológica, conhecimento e condições para continuar crescendo e se desenvolvendo. Acho que existe ainda uma visão atrasada, que entende que é preciso lucrar sempre em cima do trabalhador e da mão de obra. Quando uma empresa se moderniza, adota novas tecnologias ou máquinas e demite trabalhadores, ninguém fala em compensação para esses trabalhadores. Então, por que agora, quando estamos debatendo melhores condições para quem trabalha, alguns setores entendem que precisam ser compensados? Na verdade, vejo muito mais resistência de quem não quer abrir mão desse modelo tão exploratório que existe hoje.
Fenae: Atualmente, 51,7% das famílias dependem da renda feminina. Considerando essa realidade, na avaliação do senhor, o fim da jornada 6x1 impacta especialmente na jornada das mulheres?
Alencar Santana: Sem dúvida alguma, as mulheres serão profundamente beneficiadas com o fim da escala 6x1 e com a redução da jornada. Muitas enfrentam diariamente jornadas duplas ou até triplas de trabalho. Garantir um dia a mais de descanso significa possibilitar mais convívio familiar, mais tempo para o bem-estar pessoal e para outras atividades da vida cotidiana. Portanto, o benefício será muito grande, assim como também para a juventude.
Fenae: Deputado, diante de todo esse histórico que a gente conversou, o senhor acredita que o Congresso Nacional vai aprovar a proposta? Como está o clima e as discussões entre deputados e senadores no Congresso
Alencar Santana: Existe um setor que resiste. Na Câmara, por exemplo, chegaram a apresentar uma proposta de transição de 10 anos para implementação da redução da jornada e do fim da escala 6x1. Isso demonstra uma visão atrasada e exploratória da sociedade, como se o trabalhador tivesse apenas que trabalhar, trabalhar e trabalhar para enriquecer outras pessoas, sem poder viver plenamente. E a vida não tem hora extra. Mesmo assim, acredito que temos condições de aprovar a proposta. Estamos vivendo um momento importante com o governo do presidente Lula, em que os trabalhadores voltaram a conquistar avanços. Posso citar alguns exemplos: a retomada da política de valorização do salário mínimo, encerrada no governo anterior; a aprovação da igualdade salarial; a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, além da redução parcial para quem recebe até R$ 7.350; e agora o próprio governo defendendo o fim da escala 6x1, com garantia de dois dias de descanso, redução da jornada e sem redução salarial. Acho que tudo isso ajudou a pauta a ganhar força no Congresso. Além disso, os deputados estão percebendo o anseio e o apoio popular. Talvez esse seja o único tema desta legislatura que virou assunto em todos os lugares: na padaria, na igreja, na escola, na feira, no ponto de ônibus, na fábrica, no banco, em qualquer lugar. As pessoas estão debatendo o fim da escala 6x1 e a redução da jornada. O Parlamento está percebendo isso. Portanto, acredito que teremos apoio para aprovar essa matéria.
Confira a entrevista:
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Apcef/PE: bem-estar e confraternização marcam a Corrida Fenae do Pessoal da Caixa no último sábado
No último sábado (23/5), as ruas do centro de Recife foram palco de mais uma edição da Corrida Fenae do Pessoal da Caixa em Pernambuco. Foi uma noite marcada por esporte, saúde e confraternização, com estrutura de tenda de apoio, mesa de frutas e espaço de massagem para recuperação dos atletas: empregados da Caixa associados às Apcefs, dependentes e alguns convidados.
Já tradicional, o evento pernambucano reuniu 112 corredores, entre participantes masculino e feminino, e serviu mais uma vez de homenagem ao aniversário da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), que nesta sexta-feira – 29 de maio, completa 55 anos de história, lutas e conquistas em defesa dos direitos dos empregados da Caixa e do banco púbico/social.
Promovida pela Apcef/PE, em parceria com a Corrida Night Run, as provas foram com percursos de 5Km e 10Km, cuja largada no Forte do Brum ocorreu a partir das 18h. É sabido que o horário noturno contribui para amenizar o desgaste dos atletas, causado pelo sol e pelas altas temperaturas.
O presidente da Apcef/PE, Paulo Moretti, destaca o crescimento do número de participantes a cada edição, assim como o papel da associação pernambucana na promoção do bem-estar. “Nosso compromisso é com a qualidade de vida dos empregados. Além de defender a Caixa pública e os direitos dos trabalhadores, nada melhor do que o incentivo ao esporte para alcançar esse objetivo”, admite.
Também está prevista para meados de junho uma etapa do interior da Corrida Fenae do Pessoal da Caixa, desta vez em Caruaru (PE), promovida pela Apcef/PE. O evento integra o circuito nacional que está mobilizando empregados da Caixa em todo o país, promovendo saúde, bem-estar e integração.
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Consulta da Fenae avalia opinião dos empregados da TI da Caixa sobre mudança no regime de trabalho imposto pela direção do banco
A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) lança, nesta terça-feira (26) consulta para empregadas e empregados do banco da área de Tecnologia da Informação (TI) para avaliar a opinião desses trabalhadores sobre a alteração no regime de trabalho imposta pela direção da Caixa, e os impactos em sua vida pessoal e profissional.
Para participar da pesquisa, basta clicar no link https://link.fenae.org.br/pesquisafenaeti e responder todas as perguntas. A Fenae reforça que as informações pessoais são necessárias para garantir o de registro de respostas únicas por empregado, são de uso exclusivo da entidade e que o sigilo das informações é garantido. Dados destes campos não serão divulgados ou fornecidos à Caixa.
De acordo com o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, a necessidade da consulta surgiu após empregados da área de tecnologia da informação da Caixa em São Paulo manifestarem preocupações com a mudança no modelo de trabalho imposta pela Diretoria de Soluções (DESOL), vinculada à Vice-Presidência de Tecnologia e Digital (VITEC). Com isso, muitos empregados serão obrigados a passar ao trabalho presencial nas unidades a partir de maio.
Diante da onda de reclamações dos empregados da área da capital paulista, a Apcef/SP solicitou uma reunião com a Diretoria de Soluções e com a Diretoria de Pessoas (DEPES) para tentar solucionar o problema. Quadros disse que, na reunião, a Caixa teria argumentado que a mudança no modo de trabalho buscaria fortalecer a cultura organizacional, ampliar a integração entre as equipes e evitar que trabalhadores remotos sejam "esquecidos" em processos seletivos internos. No entanto, representantes dos empregados contestam as justificativas.
A Fenae reforça que o modelo de teletrabalho adotado pelos empregados da TI da Caixa já faz parte da rotina dessas pessoas há anos e qualquer mudança precisa ser amplamente debatida com os trabalhadores. Com isso, a pesquisa também busca fortalecer o diálogo com a Caixa e encontrar soluções que atendam às necessidades dos trabalhadores sem comprometer a qualidade de vida e a produtividade das equipes.
“Estamos falando de impactos diretos na qualidade de vida, na organização familiar e até na produtividade dos empregados, especialmente em grandes centros urbanos, onde o deslocamento diário consome horas do dia. A Caixa precisa ouvir os trabalhadores e construir alternativas que contemplem as necessidades das equipes, ainda mais quando não há indicativos de queda de produtividade no home office”, afirmou Leonardo Quadros.
Trabalho remoto
De acordo com o diretor de Saúde e Previdência, muitos trabalhadores da TI já atuam em home office e no modelo híbrido há vários anos e alguns foram contratados diretamente nesse formato. No concurso realizado pela Caixa em 2024, por exemplo, profissionais foram admitidos em cidades como Goiânia, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte e Recife, localidades que sequer possuem estrutura física da área de TI da empresa. Nesses casos, os empregados possuem lotação administrativa em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, mas exercem suas funções remotamente.
As entidades também destacam que não há registros de prejuízo à produtividade no atual modelo de teletrabalho. “Pelo contrário: a avaliação é de que as equipes mantêm ou até ampliam os níveis de entrega”, finaliza Quadros.
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