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Notícias direto da

FENAE

Contraf-CUT e Fenae pedem que a Caixa não cobre compensação de horas nos jogos da Seleção

Diante da informação da Caixa Econômica Federal sobre a exigências de compensação de horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) já solicitaram à Caixa que não realize a cobrança.

“A decisão contraria a expectativa dos empregados e difere da postura adotada por outros bancos, que optaram pelo abono das horas”, destacou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. 

As entidades aguardam um posicionamento oficial do banco e seguem acompanhando o tema em defesa dos empregados.

A reivindicação das entidades representativas é que a Caixa adote medida semelhante à de outras instituições financeiras que decidiram liberar os trabalhadores para acompanhar os jogos sem a necessidade de compensação posterior das horas.
 




CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa

A segunda reunião ordinária de 2026 entre o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC) e representantes da Caixa responsáveis pela gestão do plano, realizada nesta quarta-feira (24) de forma virtual, foi marcada por cobranças dos conselheiros por mais transparência, melhorias no atendimento aos beneficiários e fortalecimento da rede credenciada. Durante o encontro, a Caixa apresentou informações sobre a situação financeira do Saúde Caixa, o programa de fornecimento domiciliar de medicamentos oncológicos orais e as ações de credenciamento e negociação com prestadores.

Na abertura dos debates, os representantes da Caixa informaram que o resultado acumulado do plano até maio de 2026 registra déficit de R$ 222,2 milhões, com despesas próximas de R$ 1,8 bilhão no período. Também foi apresentado o programa de entrega domiciliar de medicamentos oncológicos orais, que já atende beneficiários em todo o país e busca ampliar o acesso ao tratamento.

O tema que mobilizou maior atenção do Conselho, porém, foi a necessidade de ampliar o acesso dos representantes dos usuários às informações do plano. O conselheiro Érico Gomes voltou a defender que o CUSC tenha acesso a dados mais detalhados sobre a gestão do Saúde Caixa, argumentando que “o acompanhamento das informações é fundamental para que os representantes eleitos possam prestar contas aos beneficiários e contribuir de forma mais efetiva para o debate sobre o futuro do plano”.

Para ele, "o que buscamos é garantir que o Conselho de Usuários tenha condições de acompanhar de forma efetiva a realidade do Saúde Caixa. Quanto mais informações e diálogo tivermos, mais preparados estaremos para representar os beneficiários, identificar problemas e contribuir para soluções que fortaleçam o plano e assegurem um atendimento de qualidade para todos", afirmou Érico.

Maria Lúcia Cavalcante (Malu), outra integrante do Conselho de Usuários, reforçou a reivindicação e destacou que o colegiado precisa participar mais ativamente das discussões relacionadas à sustentabilidade do Saúde Caixa. Ela também chamou atenção para problemas relatados por beneficiários e prestadores, além da necessidade de revisar o regimento do CUSC para fortalecer suas atribuições.

Em resposta, a Caixa informou que as bases de dados detalhadas seriam disponibilizadas trimestralmente às entidades representativas que participam das negociações coletivas e explicou que o compartilhamento dessas informações com o Conselho dependeria de alterações em instâncias específicas, incluindo discussões no âmbito do acordo coletivo. A gestão também informou que o Relatório de Administração de 2025 está em fase final de validação e deverá ser publicado em breve.

Outro ponto de destaque foi a preocupação com a rede credenciada. Malu relatou casos de prestadores que solicitaram descredenciamento devido a dificuldades de relacionamento e suporte operacional. Também cobrou atenção para situações envolvendo cobranças elevadas e negociações com operadoras e hospitais. A Caixa se comprometeu a analisar os casos apresentados pelo Conselho e informou que está ampliando ações de credenciamento e negociação para evitar desassistência aos beneficiários.

Já o conselheiro Rafael Mesquita demonstrou preocupação com a cobertura de urgência e emergência em algumas localidades. Ele citou relatos de dificuldades de atendimento e defendeu que o Conselho receba um panorama atualizado da rede disponível para casos de emergência, especialmente em regiões com maior fluxo de beneficiários.

A gestão do Saúde Caixa respondeu que vem realizando um trabalho de dimensionamento da rede assistencial, incluindo serviços de urgência e emergência, e afirmou que os casos apresentados serão avaliados para verificar eventuais lacunas de atendimento.

O conselheiro André Tosta apresentou outras demandas recebidas pelo CUSC: o aumento das reclamações relacionadas a autorizações prévias, negativas de procedimentos e atrasos nos reembolsos. Segundo ele, o volume de manifestações encaminhadas ao Conselho cresceu nos últimos meses, gerando preocupação entre os usuários.

A Caixa reconheceu que houve problemas sistêmicos que impactaram o processamento de reembolsos, afetando milhares de solicitações. De acordo com a gestão, as falhas já foram corrigidas e os pagamentos pendentes regularizados. A expectativa é que o prazo médio de análise volte gradualmente ao patamar normal.

Os membros do CUSC também cobraram melhorias na comunicação com os beneficiários, com destaque para os e-mails enviados para justificar negativas de procedimentos. Segundo eles, respostas padronizadas e pouco claras têm provocado insatisfação e dificultado a compreensão das decisões por parte dos usuários.

"O Conselho de Usuários tem o papel de levar para a gestão as dificuldades enfrentadas pelos beneficiários no dia a dia. Nesta reunião, conseguimos apresentar demandas importantes relacionadas ao atendimento, aos reembolsos, às autorizações e à rede credenciada. É fundamental que esse diálogo continue avançando, com mais transparência, melhor comunicação entre as partes envolvidas na sustentabilidade do plano e participação dos representantes dos usuários nas discussões sobre o futuro do Saúde Caixa", destacou Fabiana Medeiros, integrante do CUSC. 

Entre os encaminhamentos da reunião, a Caixa comprometeu-se a analisar os casos apresentados pelo Conselho, dar retorno sobre demandas específicas envolvendo credenciados e beneficiários, além de manter o diálogo sobre a ampliação da transparência e o aperfeiçoamento dos canais de atendimento.

Para os representantes do CUSC, a reunião representou um avanço na interlocução com a gestão do plano, mas reforçou a necessidade de ampliar a participação dos usuários nas discussões estratégicas e garantir respostas mais rápidas e efetivas às demandas dos beneficiários.

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Bolão da Fenae: mais quatro empregados associados são premiados com camisas oficiais

O Bolão da Fenae prossegue em momento de premiação para as empregadas e os empregados mais bem colocados no ranking da segunda rodada da Copa Mundial de Futebol 2026. Os quatro participantes – duas mulheres e dois homens – vão receber como prêmios camisas oficiais da Seleção Brasileira. Desta vez, os ganhadores foram: 

Ana Karla Mesquita de Carvalho Santos (Apcef/PE)
Keiti Rubia Panussatti Afonso (Apcef/RS)
Edson Fidelis de Oliveira Filho (Apcef/SP)
Ronaldo Donizete Giollo (Apcef/SP) 

O Bolão integra as ações promovidas pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e visa incentivar a participação dos empregados da Caixa associados às Apcefs, aptos a acompanharem cada partida. Assim, os participantes fazem seus palpites e disputam posições na classificação geral.  

Para quem ainda não aderiu à brincadeira, pois ainda dá para participar e concorrer aos prêmios distribuídos ao longo do campeonato. Para isso, basta realizar os palpites para os próximos jogos e acompanhar o desempenho rodada a rodada. 

Para fazer os palpites, acesse o hotsite https://bolao2026.fenae.org.br/

Rodada a rodada, todos os que cravam palpites seguem na corrida pelos grandes prêmios reservados aos três mais bem colocados ao final da competição. 

Veja como serão as premiações finais


1º lugar: smartphone premium Apple iPhone 17 Pro Max 256GB ou equivalente. 
2º lugar: Smart TV Samsung de 70 polegadas ou equivalente. 
3º lugar: notebook ou equivalente. 

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, incentiva os participantes a acompanharem a classificação, fazerem seus palpites e participarem da disputa da Copa. “Além da diversão e da interação entre os empregados da Caixa de todo o país, o Bolão da Fenae oferece também diversas oportunidades de premiação ao longo do torneio, recompensando os melhores desempenhos na reta final da competição”, completa.

Acesse o hotsite https://bolao2026.fenae.org.br/ e participe dessa iniciativa da Fenae.  

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Contraf-CUT entrega à Caixa minuta de reivindicações específicas dos empregados

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos entregaram à Caixa Econômica Federal, na manhã desta quarta-feira (24), a minuta de reivindicações específicas das empregadas e dos empregados do banco público para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A entrega ocorreu logo após a apresentação da minuta de reivindicações de toda a categoria bancária à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

O documento entregue à Caixa reúne as propostas aprovadas no 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado entre os dias 17 e 19 de junho, em São Paulo. O congresso contou com 281 delegadas e delegados de todo o país e debateu 583 propostas vindas das bases, construídas nos encontros estaduais e regionais.

A minuta específica será a base da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo da Caixa para o período de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028. O texto complementa a pauta nacional da categoria bancária, aprovada na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, e reafirma a defesa dos direitos já conquistados no ACT vigente, além de apresentar novas reivindicações voltadas à realidade das unidades, áreas-meio, rede de atendimento, centralizadoras, matriz e demais espaços de trabalho da Caixa.

Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, a entrega da minuta marca uma nova etapa da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e expressa a construção coletiva realizada pela categoria.

“A minuta que entregamos à Caixa não nasce de gabinete. Ela é resultado da escuta das bases, dos debates nos estados, das propostas apresentadas pelas empregadas e empregados e das deliberações do 41º Conecef. É uma pauta concreta, que trata dos problemas vividos no dia a dia do banco e aponta caminhos para valorizar quem trabalha, melhorar as condições de atendimento à população e fortalecer a Caixa como banco 100% público”, afirmou Felipe.

Saúde Caixa está no centro da pauta

Entre os principais pontos da minuta específica está a defesa do Saúde Caixa. As entidades reivindicam a garantia do plano para todos, inclusive na aposentadoria, também para os empregados admitidos a partir de 1º de setembro de 2018. A pauta também cobra o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do plano e a garantia do modelo de financiamento 70/30, com 70% das despesas custeadas pela Caixa e 30% pelos beneficiários.

O documento também propõe reajuste zero das mensalidades, contribuições e demais cobranças durante a vigência do ACT, além de medidas para assegurar atendimento adequado onde não houver rede credenciada suficiente. Outra reivindicação é que benefícios como a Escola Inclusiva, voltada a filhos com deficiência e/ou neurodivergentes, sejam custeados diretamente pela Caixa, com recursos próprios da empresa, e deixem de compor as despesas do Saúde Caixa.

“Defender o Saúde Caixa é defender a saúde, a dignidade e a segurança das empregadas, empregados, aposentadas, aposentados e seus dependentes. A Caixa precisa assumir sua responsabilidade com o plano e retirar do estatuto o teto que ameaça a sustentabilidade do modelo solidário. Essa é uma reivindicação central da categoria e será tratada como prioridade na negociação”, destacou Felipe.

Valorização, carreira e mais contratações

A minuta também cobra valorização profissional, revisão dos planos de funções e cargos, correção de distorções nas carreiras, transparência nos processos seletivos internos e criação de critérios objetivos para progressão, promoção e acesso às funções.
Entre as reivindicações estão o fim das designações por minuto para caixas, tesoureiros e avaliadores; a retomada de funções efetivas; o pagamento da quebra de caixa a todos os empregados que operam caixa ou manuseiam numerário; a criação de funções específicas para áreas como atendimento social, atacado, tecnologia da informação, RPVs e precatórios; além da equiparação de funções que hoje apresentam distorções salariais.

A pauta também reivindica mais contratações, recomposição das unidades, abertura de novos concursos e respeito à estrutura de atendimento presencial da Caixa. O documento aponta que o fortalecimento da rede física é parte essencial da defesa da função social do banco, especialmente no atendimento à população que depende da presença da Caixa para acessar políticas públicas, crédito, benefícios sociais e serviços bancários.

“A Caixa precisa parar de tratar a falta de empregados como um problema secundário. A sobrecarga adoece, prejudica o atendimento e compromete a missão pública do banco. Nossa pauta cobra contratação, carreira, valorização e condições reais de trabalho. Não existe Caixa forte sem empregados valorizados”, afirmou o coordenador da CEE/Caixa.

Remuneração variável, metas e combate ao adoecimento

Outro eixo da minuta trata da remuneração variável. As entidades reivindicam a revisão integral do programa Super Caixa, com retorno ao princípio “vendeu, recebeu”, garantia de critérios claros, objetivos, transparentes e previamente divulgados, além de tratamento isonômico entre rede, centralizadoras e matriz.

A proposta veda mecanismos que impeçam ou reduzam o pagamento de premiações devidas, como penalizações baseadas em indicadores de satisfação de clientes, processos administrativos ou outros condicionantes que prejudiquem o acesso dos trabalhadores à remuneração variável. A minuta também defende que programas de metas, pontuação e bonificações sejam negociados com as entidades sindicais na mesa permanente.

O documento ainda propõe medidas para combater práticas de pressão abusiva, rankings individuais, exposição vexatória de resultados, cobranças fora do horário de trabalho, competição interna predatória e instrumentos de gestão que contribuam para o adoecimento físico e mental das empregadas e empregados.

“A categoria não aceita programas obscuros, com regras que mudam no meio do caminho, travas injustas e critérios que ampliam a pressão sobre os trabalhadores. A remuneração variável precisa ser negociada, transparente e justa. E nenhum programa pode servir para estimular assédio, metas abusivas ou competição adoecedora”, reforçou Felipe.

Jornada, direito à desconexão e novas tecnologias

A minuta específica também apresenta reivindicações sobre jornada e organização do trabalho. Entre os pontos estão a implementação da jornada de cinco horas diárias, sem redução salarial ou de direitos; a adoção progressiva da jornada 4x3; o efetivo controle da jornada; e o direito à desconexão, para impedir demandas fora do horário regular de trabalho.

No campo das novas tecnologias, a pauta reivindica investimentos em sistemas, equipamentos e capacitação, além de regras para que inteligência artificial, automação e plataformas digitais sejam implementadas com debate prévio, treinamento, período de adaptação e sem prejuízo funcional aos empregados.

A proposta também deixa claro que modelos digitais de atendimento não podem restringir o atendimento presencial nem ser usados como instrumento de controle abusivo ou cobrança indevida sobre os trabalhadores.

Funcef, inclusão e proteção contra violência

A pauta entregue à Caixa também inclui reivindicações relacionadas à Funcef, com defesa da transparência na gestão dos planos, fim do voto de minerva, solução para equacionamentos, preservação de direitos dos participantes e assistidos e fortalecimento da governança com participação dos trabalhadores.
A minuta trata ainda de diversidade, inclusão, enfrentamento ao racismo, proteção às mulheres, direitos de pessoas com deficiência e neurodivergentes, além de mecanismos de prevenção e combate ao assédio moral, sexual e organizacional.

Entre as propostas estão medidas de proteção às empregadas vítimas de violência, garantia de renda, acolhimento, acompanhamento, canais seguros de denúncia e mecanismos contra retaliações.

Negociação permanente e respeito à representação dos trabalhadores

A entrega da minuta específica ocorre em um momento decisivo da Campanha Nacional dos Bancários 2026. No pré-acordo de negociação apresentado à Fenaban, a Contraf-CUT defende a manutenção da data-base em 1º de setembro, a preservação das normas coletivas até a assinatura de novo instrumento, o acesso a informações, a boa-fé negocial, a negociação permanente e a realização de mesas específicas por banco, sem retirada de direitos.

Para Felipe Pacheco, a Caixa precisa respeitar a mesa de negociação e apresentar respostas concretas às demandas da categoria.

“A entrega da minuta abre formalmente o processo de negociação específica com a Caixa. Agora, esperamos que o banco sente à mesa com seriedade, boa-fé e disposição para construir soluções. A CEE/Caixa vai cobrar calendário, respostas e avanços. Mas a força da negociação virá, sobretudo, da mobilização das empregadas e empregados em todo o país”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que a campanha da Caixa estará articulada à pauta nacional da categoria bancária, que reivindica aumento real, valorização da PLR e dos vales, manutenção de direitos, defesa do emprego, combate ao assédio moral e às metas abusivas, proteção diante das novas tecnologias e fortalecimento dos bancos públicos.

“A luta específica das empregadas e empregados da Caixa se soma à luta de toda a categoria bancária. Defender nossos direitos é defender a Caixa pública, o atendimento à população e o papel estratégico do banco no desenvolvimento do país. A unidade da categoria será decisiva para conquistar avanços”, concluiu Felipe.

 

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Fonte: Contraf-CUT




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