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Participe da Audiência Pública em Defesa dos Bancos Públicos

Manifestações contra abertura do capital da Caixa têm resultado positivo

Nova versão do RH 037 abre caminho para terceirização de bancários

Contencioso é dívida da Caixa
APCEF/SC Jurerê
FENAE
Diante da informação da Caixa Econômica Federal sobre a exigências de compensação de horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) já solicitaram à Caixa que não realize a cobrança.
“A decisão contraria a expectativa dos empregados e difere da postura adotada por outros bancos, que optaram pelo abono das horas”, destacou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
As entidades aguardam um posicionamento oficial do banco e seguem acompanhando o tema em defesa dos empregados.
A reivindicação das entidades representativas é que a Caixa adote medida semelhante à de outras instituições financeiras que decidiram liberar os trabalhadores para acompanhar os jogos sem a necessidade de compensação posterior das horas.

A segunda reunião ordinária de 2026 entre o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC) e representantes da Caixa responsáveis pela gestão do plano, realizada nesta quarta-feira (24) de forma virtual, foi marcada por cobranças dos conselheiros por mais transparência, melhorias no atendimento aos beneficiários e fortalecimento da rede credenciada. Durante o encontro, a Caixa apresentou informações sobre a situação financeira do Saúde Caixa, o programa de fornecimento domiciliar de medicamentos oncológicos orais e as ações de credenciamento e negociação com prestadores.
Na abertura dos debates, os representantes da Caixa informaram que o resultado acumulado do plano até maio de 2026 registra déficit de R$ 222,2 milhões, com despesas próximas de R$ 1,8 bilhão no período. Também foi apresentado o programa de entrega domiciliar de medicamentos oncológicos orais, que já atende beneficiários em todo o país e busca ampliar o acesso ao tratamento.
O tema que mobilizou maior atenção do Conselho, porém, foi a necessidade de ampliar o acesso dos representantes dos usuários às informações do plano. O conselheiro Érico Gomes voltou a defender que o CUSC tenha acesso a dados mais detalhados sobre a gestão do Saúde Caixa, argumentando que “o acompanhamento das informações é fundamental para que os representantes eleitos possam prestar contas aos beneficiários e contribuir de forma mais efetiva para o debate sobre o futuro do plano”.
Para ele, "o que buscamos é garantir que o Conselho de Usuários tenha condições de acompanhar de forma efetiva a realidade do Saúde Caixa. Quanto mais informações e diálogo tivermos, mais preparados estaremos para representar os beneficiários, identificar problemas e contribuir para soluções que fortaleçam o plano e assegurem um atendimento de qualidade para todos", afirmou Érico.
Maria Lúcia Cavalcante (Malu), outra integrante do Conselho de Usuários, reforçou a reivindicação e destacou que o colegiado precisa participar mais ativamente das discussões relacionadas à sustentabilidade do Saúde Caixa. Ela também chamou atenção para problemas relatados por beneficiários e prestadores, além da necessidade de revisar o regimento do CUSC para fortalecer suas atribuições.
Em resposta, a Caixa informou que as bases de dados detalhadas seriam disponibilizadas trimestralmente às entidades representativas que participam das negociações coletivas e explicou que o compartilhamento dessas informações com o Conselho dependeria de alterações em instâncias específicas, incluindo discussões no âmbito do acordo coletivo. A gestão também informou que o Relatório de Administração de 2025 está em fase final de validação e deverá ser publicado em breve.
Outro ponto de destaque foi a preocupação com a rede credenciada. Malu relatou casos de prestadores que solicitaram descredenciamento devido a dificuldades de relacionamento e suporte operacional. Também cobrou atenção para situações envolvendo cobranças elevadas e negociações com operadoras e hospitais. A Caixa se comprometeu a analisar os casos apresentados pelo Conselho e informou que está ampliando ações de credenciamento e negociação para evitar desassistência aos beneficiários.
Já o conselheiro Rafael Mesquita demonstrou preocupação com a cobertura de urgência e emergência em algumas localidades. Ele citou relatos de dificuldades de atendimento e defendeu que o Conselho receba um panorama atualizado da rede disponível para casos de emergência, especialmente em regiões com maior fluxo de beneficiários.
A gestão do Saúde Caixa respondeu que vem realizando um trabalho de dimensionamento da rede assistencial, incluindo serviços de urgência e emergência, e afirmou que os casos apresentados serão avaliados para verificar eventuais lacunas de atendimento.
O conselheiro André Tosta apresentou outras demandas recebidas pelo CUSC: o aumento das reclamações relacionadas a autorizações prévias, negativas de procedimentos e atrasos nos reembolsos. Segundo ele, o volume de manifestações encaminhadas ao Conselho cresceu nos últimos meses, gerando preocupação entre os usuários.
A Caixa reconheceu que houve problemas sistêmicos que impactaram o processamento de reembolsos, afetando milhares de solicitações. De acordo com a gestão, as falhas já foram corrigidas e os pagamentos pendentes regularizados. A expectativa é que o prazo médio de análise volte gradualmente ao patamar normal.
Os membros do CUSC também cobraram melhorias na comunicação com os beneficiários, com destaque para os e-mails enviados para justificar negativas de procedimentos. Segundo eles, respostas padronizadas e pouco claras têm provocado insatisfação e dificultado a compreensão das decisões por parte dos usuários.
"O Conselho de Usuários tem o papel de levar para a gestão as dificuldades enfrentadas pelos beneficiários no dia a dia. Nesta reunião, conseguimos apresentar demandas importantes relacionadas ao atendimento, aos reembolsos, às autorizações e à rede credenciada. É fundamental que esse diálogo continue avançando, com mais transparência, melhor comunicação entre as partes envolvidas na sustentabilidade do plano e participação dos representantes dos usuários nas discussões sobre o futuro do Saúde Caixa", destacou Fabiana Medeiros, integrante do CUSC.
Entre os encaminhamentos da reunião, a Caixa comprometeu-se a analisar os casos apresentados pelo Conselho, dar retorno sobre demandas específicas envolvendo credenciados e beneficiários, além de manter o diálogo sobre a ampliação da transparência e o aperfeiçoamento dos canais de atendimento.
Para os representantes do CUSC, a reunião representou um avanço na interlocução com a gestão do plano, mas reforçou a necessidade de ampliar a participação dos usuários nas discussões estratégicas e garantir respostas mais rápidas e efetivas às demandas dos beneficiários.
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O Bolão da Fenae prossegue em momento de premiação para as empregadas e os empregados mais bem colocados no ranking da segunda rodada da Copa Mundial de Futebol 2026. Os quatro participantes – duas mulheres e dois homens – vão receber como prêmios camisas oficiais da Seleção Brasileira. Desta vez, os ganhadores foram:
Ana Karla Mesquita de Carvalho Santos (Apcef/PE)
Keiti Rubia Panussatti Afonso (Apcef/RS)
Edson Fidelis de Oliveira Filho (Apcef/SP)
Ronaldo Donizete Giollo (Apcef/SP)
O Bolão integra as ações promovidas pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e visa incentivar a participação dos empregados da Caixa associados às Apcefs, aptos a acompanharem cada partida. Assim, os participantes fazem seus palpites e disputam posições na classificação geral.
Para quem ainda não aderiu à brincadeira, pois ainda dá para participar e concorrer aos prêmios distribuídos ao longo do campeonato. Para isso, basta realizar os palpites para os próximos jogos e acompanhar o desempenho rodada a rodada.
Para fazer os palpites, acesse o hotsite https://bolao2026.fenae.org.br/
Rodada a rodada, todos os que cravam palpites seguem na corrida pelos grandes prêmios reservados aos três mais bem colocados ao final da competição.
Veja como serão as premiações finais
1º lugar: smartphone premium Apple iPhone 17 Pro Max 256GB ou equivalente.
2º lugar: Smart TV Samsung de 70 polegadas ou equivalente.
3º lugar: notebook ou equivalente.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, incentiva os participantes a acompanharem a classificação, fazerem seus palpites e participarem da disputa da Copa. “Além da diversão e da interação entre os empregados da Caixa de todo o país, o Bolão da Fenae oferece também diversas oportunidades de premiação ao longo do torneio, recompensando os melhores desempenhos na reta final da competição”, completa.
Acesse o hotsite https://bolao2026.fenae.org.br/ e participe dessa iniciativa da Fenae.
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos entregaram à Caixa Econômica Federal, na manhã desta quarta-feira (24), a minuta de reivindicações específicas das empregadas e dos empregados do banco público para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A entrega ocorreu logo após a apresentação da minuta de reivindicações de toda a categoria bancária à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O documento entregue à Caixa reúne as propostas aprovadas no 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado entre os dias 17 e 19 de junho, em São Paulo. O congresso contou com 281 delegadas e delegados de todo o país e debateu 583 propostas vindas das bases, construídas nos encontros estaduais e regionais.
A minuta específica será a base da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo da Caixa para o período de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2028. O texto complementa a pauta nacional da categoria bancária, aprovada na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, e reafirma a defesa dos direitos já conquistados no ACT vigente, além de apresentar novas reivindicações voltadas à realidade das unidades, áreas-meio, rede de atendimento, centralizadoras, matriz e demais espaços de trabalho da Caixa.
Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, a entrega da minuta marca uma nova etapa da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e expressa a construção coletiva realizada pela categoria.
“A minuta que entregamos à Caixa não nasce de gabinete. Ela é resultado da escuta das bases, dos debates nos estados, das propostas apresentadas pelas empregadas e empregados e das deliberações do 41º Conecef. É uma pauta concreta, que trata dos problemas vividos no dia a dia do banco e aponta caminhos para valorizar quem trabalha, melhorar as condições de atendimento à população e fortalecer a Caixa como banco 100% público”, afirmou Felipe.
Saúde Caixa está no centro da pauta
Entre os principais pontos da minuta específica está a defesa do Saúde Caixa. As entidades reivindicam a garantia do plano para todos, inclusive na aposentadoria, também para os empregados admitidos a partir de 1º de setembro de 2018. A pauta também cobra o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do plano e a garantia do modelo de financiamento 70/30, com 70% das despesas custeadas pela Caixa e 30% pelos beneficiários.
O documento também propõe reajuste zero das mensalidades, contribuições e demais cobranças durante a vigência do ACT, além de medidas para assegurar atendimento adequado onde não houver rede credenciada suficiente. Outra reivindicação é que benefícios como a Escola Inclusiva, voltada a filhos com deficiência e/ou neurodivergentes, sejam custeados diretamente pela Caixa, com recursos próprios da empresa, e deixem de compor as despesas do Saúde Caixa.
“Defender o Saúde Caixa é defender a saúde, a dignidade e a segurança das empregadas, empregados, aposentadas, aposentados e seus dependentes. A Caixa precisa assumir sua responsabilidade com o plano e retirar do estatuto o teto que ameaça a sustentabilidade do modelo solidário. Essa é uma reivindicação central da categoria e será tratada como prioridade na negociação”, destacou Felipe.
Valorização, carreira e mais contratações
A minuta também cobra valorização profissional, revisão dos planos de funções e cargos, correção de distorções nas carreiras, transparência nos processos seletivos internos e criação de critérios objetivos para progressão, promoção e acesso às funções.
Entre as reivindicações estão o fim das designações por minuto para caixas, tesoureiros e avaliadores; a retomada de funções efetivas; o pagamento da quebra de caixa a todos os empregados que operam caixa ou manuseiam numerário; a criação de funções específicas para áreas como atendimento social, atacado, tecnologia da informação, RPVs e precatórios; além da equiparação de funções que hoje apresentam distorções salariais.
A pauta também reivindica mais contratações, recomposição das unidades, abertura de novos concursos e respeito à estrutura de atendimento presencial da Caixa. O documento aponta que o fortalecimento da rede física é parte essencial da defesa da função social do banco, especialmente no atendimento à população que depende da presença da Caixa para acessar políticas públicas, crédito, benefícios sociais e serviços bancários.
“A Caixa precisa parar de tratar a falta de empregados como um problema secundário. A sobrecarga adoece, prejudica o atendimento e compromete a missão pública do banco. Nossa pauta cobra contratação, carreira, valorização e condições reais de trabalho. Não existe Caixa forte sem empregados valorizados”, afirmou o coordenador da CEE/Caixa.
Remuneração variável, metas e combate ao adoecimento
Outro eixo da minuta trata da remuneração variável. As entidades reivindicam a revisão integral do programa Super Caixa, com retorno ao princípio “vendeu, recebeu”, garantia de critérios claros, objetivos, transparentes e previamente divulgados, além de tratamento isonômico entre rede, centralizadoras e matriz.
A proposta veda mecanismos que impeçam ou reduzam o pagamento de premiações devidas, como penalizações baseadas em indicadores de satisfação de clientes, processos administrativos ou outros condicionantes que prejudiquem o acesso dos trabalhadores à remuneração variável. A minuta também defende que programas de metas, pontuação e bonificações sejam negociados com as entidades sindicais na mesa permanente.
O documento ainda propõe medidas para combater práticas de pressão abusiva, rankings individuais, exposição vexatória de resultados, cobranças fora do horário de trabalho, competição interna predatória e instrumentos de gestão que contribuam para o adoecimento físico e mental das empregadas e empregados.
“A categoria não aceita programas obscuros, com regras que mudam no meio do caminho, travas injustas e critérios que ampliam a pressão sobre os trabalhadores. A remuneração variável precisa ser negociada, transparente e justa. E nenhum programa pode servir para estimular assédio, metas abusivas ou competição adoecedora”, reforçou Felipe.
Jornada, direito à desconexão e novas tecnologias
A minuta específica também apresenta reivindicações sobre jornada e organização do trabalho. Entre os pontos estão a implementação da jornada de cinco horas diárias, sem redução salarial ou de direitos; a adoção progressiva da jornada 4x3; o efetivo controle da jornada; e o direito à desconexão, para impedir demandas fora do horário regular de trabalho.
No campo das novas tecnologias, a pauta reivindica investimentos em sistemas, equipamentos e capacitação, além de regras para que inteligência artificial, automação e plataformas digitais sejam implementadas com debate prévio, treinamento, período de adaptação e sem prejuízo funcional aos empregados.
A proposta também deixa claro que modelos digitais de atendimento não podem restringir o atendimento presencial nem ser usados como instrumento de controle abusivo ou cobrança indevida sobre os trabalhadores.
Funcef, inclusão e proteção contra violência
A pauta entregue à Caixa também inclui reivindicações relacionadas à Funcef, com defesa da transparência na gestão dos planos, fim do voto de minerva, solução para equacionamentos, preservação de direitos dos participantes e assistidos e fortalecimento da governança com participação dos trabalhadores.
A minuta trata ainda de diversidade, inclusão, enfrentamento ao racismo, proteção às mulheres, direitos de pessoas com deficiência e neurodivergentes, além de mecanismos de prevenção e combate ao assédio moral, sexual e organizacional.
Entre as propostas estão medidas de proteção às empregadas vítimas de violência, garantia de renda, acolhimento, acompanhamento, canais seguros de denúncia e mecanismos contra retaliações.
Negociação permanente e respeito à representação dos trabalhadores
A entrega da minuta específica ocorre em um momento decisivo da Campanha Nacional dos Bancários 2026. No pré-acordo de negociação apresentado à Fenaban, a Contraf-CUT defende a manutenção da data-base em 1º de setembro, a preservação das normas coletivas até a assinatura de novo instrumento, o acesso a informações, a boa-fé negocial, a negociação permanente e a realização de mesas específicas por banco, sem retirada de direitos.
Para Felipe Pacheco, a Caixa precisa respeitar a mesa de negociação e apresentar respostas concretas às demandas da categoria.
“A entrega da minuta abre formalmente o processo de negociação específica com a Caixa. Agora, esperamos que o banco sente à mesa com seriedade, boa-fé e disposição para construir soluções. A CEE/Caixa vai cobrar calendário, respostas e avanços. Mas a força da negociação virá, sobretudo, da mobilização das empregadas e empregados em todo o país”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que a campanha da Caixa estará articulada à pauta nacional da categoria bancária, que reivindica aumento real, valorização da PLR e dos vales, manutenção de direitos, defesa do emprego, combate ao assédio moral e às metas abusivas, proteção diante das novas tecnologias e fortalecimento dos bancos públicos.
“A luta específica das empregadas e empregados da Caixa se soma à luta de toda a categoria bancária. Defender nossos direitos é defender a Caixa pública, o atendimento à população e o papel estratégico do banco no desenvolvimento do país. A unidade da categoria será decisiva para conquistar avanços”, concluiu Felipe.
Canal da Fenae no WhatsApp
Participe do canal oficial da Fenae no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da Fenae e de interesse dos empregados da Caixa. Acesse: https://link.fenae.org.br/canalfenae.
Fonte: Contraf-CUT








