
Forte greve arranca retomada da negociação
e faz Caixa revogar CE
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Pressão dos empregados da Caixa força o banco a recuar, suspender medidas administrativas e reabrir mesa de negociação com as entidades representativas
A força da mobilização dos empregados e empregadas da Caixa começa a produzir resultados concretos. Diante da forte greve nacional e da pressão construída pela categoria em todo o país, a Caixa recuou e anunciou, neste domingo (13), a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos empregados.
Em comunicado encaminhado às unidades do banco, a Caixa também informou a suspensão das medidas administrativas previstas na CE VIPES 11183/2026, enquanto as negociações estiverem em curso.
“A decisão representa uma importante vitória da mobilização. A empresa, que havia encerrado as tratativas coletivas e anunciado medidas diante do fim das negociações, agora reconhece a importância do diálogo com as entidades representativas e admite a retomada das tratativas”, destacou Sergio Takemoto, presidente da Fenae.
A Caixa informou ainda que adotará providências para que seja admitida a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas anteriormente a 31 de agosto de 2026, até a conclusão das negociações.
A greve faz a Caixa recuar – O recuo da Caixa demonstra que a mobilização dos empregados e empregadas é o caminho para arrancar avanços na mesa de negociação.
Para o presidente da Fenae, a greve nacional foi construída a partir da indignação da categoria diante de propostas que não respondem às reivindicações dos trabalhadores, principalmente no que se refere ao Saúde Caixa.“A resposta firme dos empregados mostrou à direção do banco que não é possível simplesmente encerrar as negociações e impor medidas sem considerar a voz de quem faz a Caixa funcionar todos os dias. A greve mostrou sua força e, agora, é hora de manter a unidade. Retomar a negociação é importante, mas melhorar as propostas é fundamental”, afirmou Takemoto.
A reabertura das negociações é uma conquista importante, mas não encerra a luta. O que os empregados e empregadas da Caixa querem é uma proposta que reconheça e valorize quem sustenta diariamente o funcionamento do banco. A retomada da mesa precisa resultar em avanços concretos nas reivindicações da categoria.
Por isso, é fundamental que os empregados permaneçam mobilizados e unidos. A mensagem para a direção da Caixa é clara: reabrir a negociação é um primeiro passo. Agora, é preciso melhorar as propostas.
A decisão anunciada pela Caixa comprova que a união e a mobilização fazem a diferença e são fundamentais para que a categoria avance em suas conquistas.
Fonte: Site Fenae 13/09/2026
