“O trabalhador da Caixa não é um herói, ele é um trabalhador e como tal quer trabalhar e ter seus direitos respeitados (...)"

De um lado a população aflita em busca de informações e acesso ao benefício emergencial do Governo Federal. Do outro, os trabalhadores da Caixa atuando para atender da melhor maneira possível aqueles que em grande maioria perderam totalmente sua renda. Não bastasse os riscos a que estão expostos, os empregados Caixa ainda têm de lidar com abusos impostos pelo presidente do banco. Pedro Guimarães declarou que as agências devem abrir às 8h e fechar somente após atendimento ao último cliente.

A fala de Guimarães causou indignação entre os trabalhadores Caixa que, além de se depararem dia após dia com os problemas resultantes das falhas do aplicativo e da central de atendimento 111, são agora atingidos por uma postura totalmente arbitraria do presidente do banco.

O diretor-presidente da Apcef/SC, Marco Zanardi ressalta a importância do cumprimento da convenção coletiva ainda mais nesse momento de pandemia. “O empregado Caixa não é um herói, ele é um trabalhador e como tal quer trabalhar e ter seus direitos respeitados e também a segurança e preservação da sua vida. E a Caixa, ao determinar a abertura nos finais de semana e feriados descumpre a convenção coletiva de trabalho. Os trabalhadores da Caixa querem e precisam que a convenção seja respeitada”.

A Fenae, as Apcefs e demais entidades de classe estão unidas na defesa dos direitos dos empregados Caixa e atentas às questões de saúde e segurança nesse momento tão delicado do país e também do mundo. “Os empregados estão se desdobrando para atender a população como merece, reforçando o papel principal do Banco, que é ser uma empresa pública”, declarou o presidente da Fenae Sergio Takemoto. Ao invés de buscar soluções definitivas como descentralizar o atendimento, ampliar os investimentos em TI e contratar mais empregados, a direção do banco está sobrecarregando os trabalhadores e aumentando o risco de contágio do Covid-19”, completou.

Em um momento em que a Caixa passa de privatizável a indispensável, os empregados sofrem com o excesso de demanda, a centralização dos pagamentos e ainda com a falta dos mais de 15 mil trabalhadores que aderiram aos PDVs (Planos de Demissões Voluntárias) nos últimos cinco anos.

A representante dos trabalhadores no CA da Caixa, Rita Serrano destacou a mudança na postura do governo federal e suas pretensões de privatistas: “O Governo estava empenhado em iniciar o processo, começando pela entrega das operações mais rentáveis, como a abertura de capital da Caixa Seguridade, e por tentar diminuir a função social do banco. Agora, foi obrigado a reconhecer que sem a Caixa, que é 100% pública, seria muito difícil operacionalizar o pagamento do auxílio emergencial aos trabalhadores informais. Em 20 dias, mais de 50 milhões de pessoas receberam o benefício”.

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