Já está disponível no canal da Fenae no Youtube o podcast “Assédio nunca mais”.  O bate-papo conta com a participação da diretora de Políticas Sociais, Rachel Werber; a jurista, escritora e advogada atuante nos processos da Caixa, Soraia Mendes, e a psicóloga do trabalho, pesquisadora e professora, Fernanda Sousa Duarte. A mediação é de Soraya Paladini, jornalista da Fenae.
No podcast, elas debatem as denúncias de assédio sexual e moral, na gestão do ex-presidente do banco Pedro Guimarães.
Confira alguns trechos:
Modo operandis
“Pra mim, esse é maior escândalo de assédio sexual no Brasil. Não tenho dúvida. Seja pela quantidade de vítimas e seja também em razão de um modo operandis. A gente precisa entender que o assédio sexual não seja algo que se encontre de forma particular na Caixa. A Caixa não é o único lugar, nem do governo federal, nem de outras empresas a ter casos assédio sexual. Mas, o modo de operar daqueles que são acusados e, muito especialmente do principal acusado de assédio sexual, demonstra uma estrutura que privilegiava a prática desses crimes”.
Soraia Mendes- advogada das vítimas e pós-doutora em Teorias Jurídicas Contemporâneas
Gestão desumana
“A gente tinha alguns sinais de que essa gestão era bastante desumana. Mas a gente nunca tinha tido conhecimento de uma coisa tão grave. Em nenhum momento da história desse banco, nunca precisamos nos deparar com uma coisa tão horrível. Eu como mulher e bancária da Caixa fiquei muito tocada, tentando ver como eu poderia me aproximar dessas minhas colegas, porque eu me senti violentada junto. A gente foi atrás de transformar isso numa causa de todos os empregados da Caixa e superar essa situação enfrentando. Não adianta apenas demitir o cara que era o cabeça, porque ainda tem pessoas ali que geram clima de medo. (…) Quanto essas mulheres foram corajosas. Elas se juntaram, enfrentaram a presidência do banco”.
Rachel Werber – diretora de Políticas Sociais da Fenae
Pesquisas sobre saúde

“A Fenae fez três pesquisas.  A primeira em 2018 foi para voltar um olhar para saúde do trabalhador, a segunda em 2019 envolvendo também questões de saúde, e a terceira em 2021 era ver, após o começo da pandemia, o que tinha acontecido, se tinha melhorado ou piorado. Todos os resultados de coisas ruins ficaram mais críticos. As pessoas se sentem mais pressionadas no trabalho, elas se sentem mais ansiosas, menos entusiasmadas, elas se sentem com mais dificuldades, por exemplo, de resolver questões no local de trabalho. Tudo isso são coisas que pioraram. O que a gente vê é o aumento da pressão no trabalho.
Fernanda Sousa Duarte – psicóloga do trabalho, pesquisadora e professora

Veja a íntegra do podcast!

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